Prontos para a greve, não para a guerra!

Prontos para a greve, não para a guerra!

Por: O Poder Popular ·
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Por João Pimenta - DKP (Partido Comunista da Alemanha)

Neste 1º de maio, fomos às ruas em uma conjuntura na qual os monopólios preparam uma grande guerra adotando uma estratégia abertamente militarista. O plano é que a Alemanha possua o exército convencional mais poderoso da Europa até 2039 e que, assim, seja capaz de protagonizar guerras imperialistas. Já hoje, no âmbito da OTAN, a Alemanha trava de fato uma guerra contra a Rússia por meio da Ucrânia, ao apoiar financeira, política e militarmente o regime de Kiev.

Enquanto um orçamento trilionário é destinado ao armamento, a pressão sobre a classe trabalhadora se intensifica através da destruição de postos de trabalho no setor civil, ataques à jornada de oito horas diárias e pressão nos salários decorrente da escalada dos preços, em parte causada pelas sanções impostas à Rússia que elevaram o custo da energia na Alemanha.

Somente através da construção de um grande movimento pela paz, em conjunto com forças da classe trabalhadora, sindicatos e organizações antimilitaristas, seremos capazes de derrotar os planos de barbárie do imperialismo alemão. Nossa tarefa central é retirar a classe trabalhadora do curso da guerra. Atuaremos nos locais de trabalho, associações de bairro e nas ruas para que a resistência cresça e se consolide.

No 1º de maio, camaradas do DKP vão às ruas em Berlim se manifestar contra as guerras e em defesa da classe trabalhadora.

Devemos deixar cada vez mais claro para os colegas de sindicato que não é possível uma parceria com o capital, que não é possível ter ao mesmo tempo tanques de guerra e escolas em boas condições, que cada centavo destinado à guerra é um centavo a menos para a saúde.

A cooperação civil-militar, a militarização do sistema de saúde e da logística, a reintrodução do serviço militar obrigatório, tudo isso tem como objetivo tornar o país "apto para a guerra". A burguesia nos diz que devemos arcar com os custos dessa política e ser sacrificados para que os bancos e as empresas alemãs não percam sua influência mundial. Espera-se que paguemos primeiro com a destruição de nossos empregos e, em seguida, com nossas vidas nas guerras que serão travadas.

Trazemos toda a nossa solidariedade a Cuba socialista, que enfrenta a intensificação do bloqueio criminoso. Contra o genocídio na Palestina, no qual a Alemanha é cúmplice como o segundo maior exportador de armas para Israel. Solidariedade à Venezuela, cujo presidente foi sequestrado e preso junto com sua companheira. E opondo fortemente a guerra de agressão americana e sionista contra a República Islâmica do Irã.  

Nessa conjuntura, vemos o surgimento de resistência: as resoluções sindicais em prol da paz e as conferências pela paz, as grandes manifestações do movimento pacifista, o movimento da juventude contra o serviço militar obrigatório e as greves estudantis. 

É por isso que nos levantamos no dia 1º de maio: pelos nossos empregos, pela paz, pela solidariedade!

Estamos prontos para a greve, não para a guerra! Isso significa:

  • Luta contra os bilhões gastos em armamento, contra os mísseis de médio alcance, contra o serviço militar obrigatório; as guerras do capital alemão não são as nossas guerras!
  • Luta por melhores salários, por segurança social, contra a exploração no trabalho, por sindicatos fortes e por conselhos de trabalhadores nas empresas.
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