Delegações palestinas assinam acordo de unidade nacional
Organizações reafirmaram o direito de resistir à ocupação e lutar para acabar com ela
Delegações de várias organizações palestinas, reunidas a convite do governo chinês, assinaram uma declaração em Pequim na terça-feira, comprometendo-se a trabalhar por uma unidade nacional integral.
O objetivo acordado por todos os grupos palestinos é o estabelecimento de um Estado palestino independente, com Jerusalém como sua capital, de acordo com a Declaração de Pequim, conforme relatado pela mídia.
Os movimentos pediram o fim da divisão de opiniões e o enfrentamento conjunto da agressão e do genocídio de Israel em qualquer parte dos territórios ocupados.
Eles exigiram o direito do povo palestino à sua soberania e a afirmação da opinião da Corte Internacional de Justiça sobre a ilegalidade da ocupação e dos assentamentos de Israel nos territórios usurpados nos últimos 76 anos.
Também reafirmaram o direito de resistir à ocupação e de lutar para acabar com ela, à luz do direito internacional e da Carta da ONU.
Observaram a necessidade de formar um governo temporário com o consenso nacional de todas as organizações palestinas e de acordo com uma decisão do presidente (com base na Lei Básica Palestina), para unir as instituições em um único estado e liderar a reconstrução da Faixa de Gaza.
Essa medida buscará preparar o caminho para a realização de eleições gerais sob a supervisão da Comissão Eleitoral Central.
Os delegados da Resistência convocaram o trabalho em unidade para levantar o cerco imposto ao povo, especialmente na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, para entregar ajuda humanitária e médica sem restrições ou condições.
Delegados dos movimentos Hamas e Fatah, bem como da Jihad Islâmica, da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP) e da Frente Democrática para a Libertação da Palestina (FDLP), entre outros, participaram da reunião.
Segue abaixo resoluções da declaração de Pequim, assinada por 14 organizações palestinas, de acordo com o canal Resistance News Network:
A Declaração de Pequim para acabar com a divisão nacional palestina: Para unificar os esforços nacionais para enfrentar a agressão e parar a guerra de genocídio.”
- As organizações palestinas acolhem o parecer da Corte Internacional de Justiça, que confirmou a ilegalidade da presença, ocupação e assentamento [do estado sionista de Israel na Palestina].
- Continuidade do acompanhamento da implementação dos acordos para acabar com a divisão [das organizações palestinas], que ocorreu com a ajuda do Egito, da Argélia, da China e da Rússia.
- Compromisso com o estabelecimento de um Estado palestino independente com sua capital em Al-Quds [Jerusalém], de acordo com as resoluções internacionais, especialmente 181 e 2334 [da ONU], e garantindo o direito de retorno.
- Afirmamos o direito do povo palestino de resistir à ocupação e acabar com ela de acordo com as leis internacionais, a Carta da ONU e o direito dos povos à autodeterminação.
- Formar um governo temporário de unidade nacional com o consenso das organizações palestinas e por decisão do presidente com base na Lei Básica Palestina.
- O governo formado exerce seus poderes e autoridades em todos os territórios palestinos, confirmando a unidade da Cisjordânia, de Al-Quds e da Faixa de Gaza.
- Resistir e impedir tentativas de deslocar nosso povo de sua terra natal, especialmente da Faixa de Gaza, da Cisjordânia e de Al-Quds.
- Trabalhar para levantar o cerco bárbaro ao nosso povo na Faixa de Gaza e na Cisjordânia e fornecer ajuda humanitária e médica sem restrições ou condições.
Segundo informações do Opera Mundi Os grupos reunidos na China foram: Fatah, Hamas, Jihad Islâmica, Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), Frente Democrática para a Libertação da Palestina (FDLP), Partido do Povo Palestino (PPP), Frente de Luta Popular Palestina (PPSF) e Iniciativa Nacional Palestina (PNI), Frente Popular para a Libertação da Palestina – Comando Geral (PFLP-GC), a União Democrática Palestina (FIDA), a Frente de Libertação da Palestina, a Frente de Libertação Árabe, a Frente Árabe Palestina e as Forças Thunderbolt.
Como esperado, o estado sionista manifestou contrariedade ao acordo
Ainda segundo reportagem do Opera Mundi:
Após as negociações dos grupos palestinos, Israel se posicionou contrário ao acordo.
O ministro das Relações Exteriores, Israel Katz, acusou o líder do Fatah e presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, de “abraçar os assassinos e estupradores do Hamas, revelando sua verdadeira face”.
“Isso [um governo de união nacional] nunca vai acontecer porque o governo do Hamas será aniquilado, e Abbas vai ver Gaza de longe. A segurança de Israel ficará apenas em mãos israelenses”, declarou o chanceler.
Tradução - Equipe Poder Popular e Rede Marxista
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