Das redes às ruas: Solidariedade e organização depois das eleições

Das redes às ruas: Solidariedade e organização depois das eleições

Por: O Poder Popular ·
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Por Cleusa Santos - Militante do PCB em Santos e candidata a vice-presidência pelo PCB em 2026

Entre a mobilização eleitoral e as respostas à violência, trabalhadores constroem experiências que podem abrir caminhos para novas articulações políticas.

Matheus oferecia doces no Mercado dos Peixes, em Fortaleza, quando uma abordagem cotidiana foi transformada em exposição política. A influenciadora Valéria Diniz perguntou sobre a preferência eleitoral de sua família, pediu que o menino fizesse o “L”, associado a Lula, e recusou a compra, enquanto suas acompanhantes riam. A gravação foi publicada nas redes sociais. Matheus é uma criança autista e vive com a avó. Após a repercussão, a influenciadora divulgou um pedido de desculpas. No dia seguinte ao episódio, motociclistas e entregadores foram à residência da família levar doações e manifestar apoio. [1]

Aquela presença deu uma resposta material à humilhação. Pessoas se reuniram, organizaram ajuda e foram ao encontro do menino. A solidariedade também tornou visível uma necessidade que permanece para além da repercussão: assegurar condições de vida à família e proteção à criança, cuja sobrevivência não pode depender da venda de doces. O episódio reúne questões que atravessam o país: trabalho precário, insuficiência da proteção social, violência política e capacidade de construir respostas coletivas. [2]

Poucos dias antes, em 21 de outubro, centenas de entregadores e motoboys haviam ocupado as ruas do centro de São Paulo em apoio à reeleição de Lula. Organizado por movimentos como Vida Além do Trabalho e Trabalhadores Sem Direitos, o ato vinculou a participação eleitoral às reivindicações da categoria. A remuneração das entregas e as dificuldades de negociação com as plataformas integravam a manifestação. Uma liderança anunciou que a cobrança ao presidente continuaria depois da votação. [3]

Essas experiências permitem retomar uma questão que discutimos em artigo anterior: as relações entre a exploração pelas plataformas digitais e a organização dos trabalhadores. Sob o comando dos aplicativos, o cotidiano do trabalho é atravessado pela pressão do tempo, pela disputa de oportunidades e pelos custos da sobrevivência. Entretanto, os trabalhadores também estabelecem vínculos, compartilham dificuldades, formulam reivindicações e participam da vida política. Sua experiência é contraditória: a concorrência convive com práticas de apoio, assim como posições políticas divergentes podem coexistir com necessidades comuns. [4]

A campanha eleitoral revelou também a escala alcançada pela mobilização digital. Em 23 de outubro, o canal “Exército do Lula”, coordenado pelo deputado federal André Janones, chegou a dez milhões de seguidores. Nesse processo, ganhou destaque uma atividade de orientação prática: por áudios, vídeos e transmissões, Janones explicava como publicar, comentar e compartilhar conteúdos, utilizar diferentes recursos das plataformas e coordenar ações para ampliar sua circulação. Incentivava também a produção de mensagens próprias e uma linguagem relacionada às necessidades cotidianas da população. As instruções ofereciam aos apoiadores meios para participar da disputa comunicacional com as redes bolsonaristas de extrema direita. Podemos reconhecer nessa experiência uma dimensão formativa: conhecimentos sobre o uso político das plataformas eram colocados em circulação entre os participantes, abrindo possibilidades de intervenção para além do recebimento das mensagens. Seu alcance político merece ser examinado também por essa capacidade de envolver pessoas na produção e na circulação da comunicação. [5]

A experiência ultrapassou as fronteiras brasileiras. Na França, na Espanha e na Argentina, canais inspirados no “Exército do Lula” passaram a distribuir conteúdos, tarefas e orientações de participação nas redes. Segundo reportagem da Agência Estado divulgada em 30 e 31 de outubro de 2026, essas iniciativas somavam mais de 270 mil seguidores. A repercussão assumiu outras formas nos Estados Unidos, onde ativistas divulgaram ensinamentos da campanha brasileira; no México, com um convite a Janones para uma visita de trabalho; e na Colômbia, com o reconhecimento público de Gustavo Petro. Circulavam, portanto, tanto o entusiasmo com o resultado brasileiro quanto conhecimentos práticos sobre comunicação e ação coordenada. Essa aprendizagem abre possibilidades de intercâmbio entre organizações de diferentes países e recoloca uma questão: como desenvolver os vínculos e os conhecimentos construídos na campanha em formas permanentes de participação e organização coletiva? [6]

Em Santos, a violência deixou uma perda irreparável. Marcelo de Oliveira Rocha, engenheiro ambiental, mestrando da Unifesp e LGBT, de 30 anos, foi agredido na madrugada de 24 de outubro, depois de participar de uma manifestação em apoio a Lula. Sua morte foi confirmada em 26 de outubro. A ADUNIFESP registrou o acontecimento e cobrou esclarecimento das circunstâncias e identificação dos responsáveis. A agressão e a morte estão documentadas; a motivação do crime permanece por esclarecer. [7]

O resultado das urnas não encerrou os conflitos. Segundo o Ministério Público do Trabalho, foram recebidas 1.459 denúncias de assédio eleitoral entre a meia-noite de 26 de outubro e o meio-dia de 29 de outubro, dentro de um total de 3.396 naquele processo eleitoral. O órgão identificou publicações que convocavam empregadores a investigar posições políticas, expor trabalhadores e promover demissões. Os registros exigem apuração, mas já documentam a dimensão das denúncias e a circulação de incentivos à perseguição. [8]

A pressão alcançou também os estabelecimentos comerciais e sua clientela. Reportagem de Luana Lisboa, da Folhapress, registra que Nikolas Ferreira defendeu o boicote a empresas de eleitores de Lula e havia incentivado comerciantes de esquerda a colocar bandeiras do PT na entrada de seus negócios para identificá-los. O uso da preferência política para orientar listas e campanhas de boicote amplia a exposição de pessoas e estabelecimentos a represálias econômicas. A disputa eleitoral se prolonga, assim, sobre as condições cotidianas de obtenção de renda. [9]

Na saúde, publicações atribuídas a médicos ameaçavam recusar pacientes identificados como petistas ou modificar prescrições. As ameaças noticiadas precisam ser distinguidas de recusas de atendimento e alterações de tratamento efetivamente comprovadas. Sua circulação, contudo, coloca quem necessita de cuidado diante do medo de sofrer represálias. Em resposta a denúncias e manifestações nas redes, o Ministério da Saúde reforçou o recebimento de relatos de discriminação pela Ouvidoria do SUS. [10]

A participação dos povos indígenas também evidencia as condições materiais do exercício da democracia. Na Amazônia, a mobilização de comunidades e organizações pelo transporte fluvial colocou em primeiro plano o direito de chegar às urnas: no Vale do Javari, uma articulação viabilizou combustível para embarcações das próprias famílias. Em Mato Grosso do Sul, após a eleição, comunidades Guarani e Kaiowá denunciaram ameaças e ataques. Entre os casos investigados está a ameaça de envenenar a água da aldeia Sassoró, em Tacuru. A liberdade de participar das decisões do país se articula, assim, à proteção da vida, da água e dos territórios. A solidariedade com esses povos exige reconhecer suas organizações, suas reivindicações e sua capacidade de decidir sobre o próprio future [11].

As ameaças no trabalho, na saúde e nos territórios indígenas, as campanhas de boicote e a exposição de Matheus mostram como as contradições políticas atravessam as relações de trabalho, convivência e dependência cotidiana. A ameaça de demissão alcança a comida, o aluguel e as despesas da família. A ameaça de recusa de atendimento atinge quem precisa de cuidado. A exposição de uma criança transforma sua necessidade em instrumento de constrangimento. Em situações distintas, procura-se utilizar uma posição de poder para punir escolhas políticas e limitar sua expressão. A desigualdade material oferece meios para que essa violência seja exercida.

De qual solidariedade estamos falando?

A solidariedade se torna uma força na vida dos trabalhadores quando permite reconhecer que o sofrimento de alguém nos diz respeito e pode ser enfrentado em conjunto. Esse reconhecimento envolve interesses compartilhados, mas também vínculos de confiança, sensibilidade e compromisso recíproco. Ao discutir a camaradagem, Alexandra Kollontai (1923) relaciona a solidariedade à consciência de interesses comuns e aos laços afetivos construídos entre os membros da coletividade trabalhadora. A capacidade de compreender as necessidades dos outros participa, assim, da construção de relações que enfrentam o isolamento e fortalecem a ação comum. [12]

Entretanto, a solidariedade possui sentidos políticos distintos. Rute Gusmão (2000, citada por Antunes, 2013) diferencia práticas e concepções que ocultam os antagonismos sociais da solidariedade historicamente desenvolvida na produção, nas lutas e na organização dos trabalhadores. Essa distinção permite examinar quem participa, quais relações se estabelecem e a que projeto uma iniciativa se vincula. O apelo à ajuda pode acompanhar a transferência de responsabilidades públicas às famílias e ao voluntariado; o apoio entre trabalhadores pode também fortalecer a defesa de direitos e a capacidade de enfrentar as condições que produzem a desproteção. [13]

A ajuda imediata tem importância para quem precisa comer, encontrar abrigo ou receber proteção diante de uma ameaça. Seu alcance político se desenvolve nas relações estabelecidas: na possibilidade de participar das decisões, compreender problemas compartilhados e construir respostas coletivas. Uma ação solidária pode criar vínculos entre pessoas antes afastadas, aproximar trabalhadores de movimentos e partidos e favorecer novas experiências de organização. Esse desenvolvimento exige continuidade, elaboração e escolhas; nele também se fazem presentes divergências e contradições.

É nessa perspectiva que a mobilização em apoio a Matheus merece atenção. A presença dos entregadores deu uma resposta concreta à humilhação e à necessidade da família. A defesa dessa criança permite aproximar a proteção à infância da luta anticapacitista. Reconhecer uma criança autista como sujeito de direitos envolve respeitar sua autonomia em desenvolvimento, ouvir suas formas de expressão e assegurar os apoios necessários à sua participação. O reconhecimento das pessoas autistas como pessoas com deficiência constitui uma garantia de direitos e precisa ser compreendido em relação às barreiras que encontram na sociedade. Suas capacidades, trajetórias e necessidades são diversas. A solidariedade pode contribuir para enfrentar essas barreiras e construir condições para que cada pessoa participe das decisões sobre sua vida. [14]

A campanha já havia exposto o uso de uma condição física como recurso de desqualificação política. No debate de 23 de outubro, Flávio Bolsonaro fez referência aos “nove dedos” de Lula, que perdeu um dedo em um acidente de trabalho. Lula reagiu relacionando a ofensa à experiência de trabalhadores acidentados, e Flávio pediu desculpas. Na caminhada do dia seguinte, no Rio de Janeiro, apoiadores levaram cartazes em resposta ao ataque.[15] Essa experiência permanece presente na vida brasileira: segundo levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego, foram registrados 806.011 acidentes de trabalho e 3.644 mortes em 2025, com base nas comunicações registradas no INSS/eSocial.[16] A referência depreciativa à lesão de um trabalhador permite discutir o desprezo pelas marcas que as condições de trabalho deixam em sua vida. A luta anticapacitista também alcança as barreiras sociais, os serviços e as condições materiais que restringem a autonomia e a participação das pessoas com deficiência.

A vida de Matheus com a avó acrescenta outra dimensão. Segundo as reportagens, sua mãe morreu e o cuidado cotidiano é realizado pela avó. Essa família, constituída por vínculos entre gerações, precisa ser reconhecida em sua realidade concreta. A perspectiva feminista chama atenção para a distribuição desigual do trabalho de cuidado, realizado em grande parte por mulheres, e para as condições em que ele é sustentado. Os indicadores do IBGE documentam essa desigualdade entre mulheres e homens; compreender a situação particular da avó exige conhecer suas condições de vida e os apoios a que tem acesso. A defesa da criança se articula, assim, à defesa de quem cuida: renda, tempo, saúde, educação e serviços públicos que compartilhem socialmente essa responsabilidade.[17]

Essas aproximações podem ampliar o alcance político da solidariedade. Movimentos de trabalhadores, organizações feministas, coletivos anticapacitistas e partidos podem construir ações comuns em torno de necessidades que se encontram na vida de uma mesma família. A classe trabalhadora é constituída por pessoas com diferentes condições de vida, experiências de opressão e responsabilidades de cuidado. Reconhecer essas diferenças participa da construção de sua unidade e permite formular reivindicações que alcancem concretamente seus integrantes. Quando se articula à organização de classe, a solidariedade pode sustentar a defesa cotidiana e a luta por uma sociedade emancipada.

Da participação à organização coletiva

A defesa da democracia se inscreve nessas condições concretas. A liberdade de votar exige proteção diante da coação; a liberdade de manifestação exige enfrentar a perseguição; o acesso à saúde exige atendimento sem discriminação. As respostas institucionais fazem parte dessa luta. Em decisão liminar, a Justiça do Trabalho determinou a retirada de publicações indicadas na ação do MPT contra a Meta, que incentivavam perseguições profissionais por motivo político. A defesa dos trabalhadores envolve também sindicatos, associações, movimentos populares e partidos, capazes de organizar apoio, tornar os casos públicos e cobrar providências.[18]

A relação entre condições de vida e liberdades de organização aparece também nas lutas por moradia em Portugal. Na madrugada de 1º de novembro, a polícia dispersou os acampamentos de Lisboa e do Porto. A cobertura da Lusa registrou bastonadas, detenções e pessoas feridas; no Rossio, manifestantes haviam formado um cordão humano para proteger o acampamento. A presença de representantes políticos e do Mecanismo Nacional de Prevenção da Provedoria de Justiça integra a documentação do episódio. A reivindicação de um lugar para viver encontra, nessas circunstâncias, a disputa pelo direito de permanecer no espaço público e organizar coletivamente essa reivindicação.[19]

É nesse terreno que podem surgir novas articulações. Iniciativas espontâneas de solidariedade podem aproximar pessoas que ainda não participam de organizações. Movimentos podem reunir reivindicações dispersas e construir espaços de ação comum. Sindicatos e associações podem ampliar sua presença entre trabalhadores submetidos a vínculos precários. Partidos podem contribuir para relacionar necessidades imediatas às disputas sobre o Estado, a economia e o poder. Essas aproximações dependem da experiência dos participantes, do diálogo, das divergências e da direção política construída no processo.

A solidariedade a Matheus, a manifestação dos entregadores e a mobilização coordenada por Janones têm sujeitos e características distintos. Sua aproximação política pode ser construída a partir de problemas que atravessam a vida dos trabalhadores: a insegurança da renda, a falta de tempo para cuidar, a exposição à violência e as dificuldades de fazer ouvir suas reivindicações. Uma experiência de apoio pode favorecer o reconhecimento desses vínculos quando encontra continuidade em espaços nos quais os participantes compartilham suas necessidades, discutem suas causas e decidem como agir. Nesse processo, movimentos, sindicatos, coletivos e partidos podem contribuir com conhecimentos e experiências, aprendendo também com as iniciativas dos próprios trabalhadores.

Os conhecimentos compartilhados durante a campanha, inclusive sobre o uso das redes, podem ampliar essa capacidade de intervenção. Seu desenvolvimento político depende das relações que se constroem: quem define as prioridades, como as decisões são tomadas e quais interesses orientam a ação. A consciência de classe se desenvolve nesse terreno de experiências, conflitos e elaboração, quando problemas vividos como dificuldades individuais passam a ser compreendidos em suas relações com a exploração do trabalho e com a organização da sociedade. A defesa das liberdades ganha, assim, uma dimensão cotidiana: poder expressar uma posição sem perder o emprego, participar de uma reunião sem comprometer a sobrevivência e dispor de tempo e condições para decidir sobre os rumos da vida coletiva. [20]

A jornada internacional dos portuários contra o transporte de armas, em 30 de outubro, oferece uma experiência de solidariedade construída a partir da própria atividade de trabalho. Em balanço divulgado no dia seguinte, a USB informou uma mobilização que abrangia aproximadamente 115 portos em 22 países, com mais de 25 organizações sindicais. O comunicado reúne greves de diferentes durações, piquetes e manifestações, além de ações ainda previstas. Os trabalhadores colocam sua posição na circulação de mercadorias em disputa com a logística de guerra. Essa modalidade de ação amplia o debate sobre solidariedade: o reconhecimento do sofrimento de outros povos se articula à capacidade organizada de intervir nas relações que o sustentam. [21]

A defesa da soberania e a luta pela autodeterminação do povo brasileiro integram esse processo. A participação nas urnas, nas ruas e nas redes pode ampliar a capacidade popular de intervir nas decisões sobre o país. Seu desenvolvimento exige enfrentar as relações de poder que restringem essa participação e construir formas permanentes de organização. Estão em disputa o controle sobre a riqueza produzida, as condições de trabalho, as tecnologias e a comunicação.

. A mobilização nas redes ocorre em estruturas pertencentes a grandes empresas, que organizam a circulação dos conteúdos segundo seus próprios interesses. Na ação contra a Meta, o MPT aponta a responsabilidade dos sistemas de recomendação na ampliação do alcance das perseguições. Disputar essas condições de comunicação exige atuação estatal e participação organizada da sociedade, com capacidade de fiscalização e decisão. [22]

No Brasil, a disputa pelos rumos do governo prosseguiu também no terreno econômico. No dia seguinte à eleição, o dólar subiu 8,21% e o Ibovespa caiu 13,88%, em uma sessão marcada pela venda de ativos e pela revisão das estratégias de investidores que esperavam a vitória de Flávio Bolsonaro. As cobranças pelo ajuste fiscal e o debate sobre o próximo ministro da Fazenda expõem a disputa pela condução da política econômica. Seus efeitos alcançam as necessidades presentes neste artigo: renda, atendimento de saúde, educação e condições para cuidar. Quem suporta o ajuste e quais interesses são preservados constituem questões de classe. Em entrevista à Folha, Guilherme Boulos classificou a pressão como “chantagem do mercado” e defendeu rever desonerações, supersalários e emendas parlamentares. O manifesto “As urnas decidiram”, divulgado em 30 de outubro, também apresentou alternativas aos cortes sociais, defendendo mudanças nas regras fiscais, redução dos juros e justiça tributária. Essas intervenções mostram que as escolhas econômicas permanecem em disputa: a participação dos trabalhadores na eleição pode encontrar continuidade na organização para defender suas reivindicações diante do governo eleito [23].

A proteção de crianças e adolescentes também integra a disputa sobre o funcionamento das plataformas. Em 30 de outubro, o jornal A Tribuna, de Santos, noticiou a prisão preventiva, em Guarujá, de um homem investigado por aliciar crianças e adolescentes por meio do Roblox, Discord e WhatsApp. O caso permanece sob investigação. A notícia dá concretude a uma questão mais ampla: a utilização desses ambientes para comunicação e mobilização popular convive com formas de violência que exigem proteção de direitos e responsabilização. A regulação pública das plataformas envolve, portanto, fiscalização das práticas empresariais, participação democrática e fortalecimento dos serviços de proteção à infância. [24]

Na perspectiva defendida pelo PCB, essas lutas se articulam à construção do poder popular e de uma sociedade socialista, com a superação da exploração do trabalho e da propriedade privada dos meios fundamentais de produção. Trata-se de organizar a produção e a riqueza social segundo as necessidades humanas, com participação efetiva dos trabalhadores nas decisões sobre a vida coletiva. A redução da jornada sem redução salarial, a universalização dos serviços públicos, a reforma agrária popular e a participação nos locais de trabalho, moradia e estudo integram esse caminho de luta. A solidariedade entre campo e cidade, o compartilhamento social do cuidado e o controle democrático das tecnologias ganham sentido nesse projeto de transformação. A independência de classe permite participar de lutas comuns, formular reivindicações próprias e pressionar o governo eleito. [25]

Depois das eleições, permanece a possibilidade de dar continuidade aos encontros e às experiências de ação compartilhada. Uma visita de solidariedade, uma manifestação ou uma rede de comunicação podem abrir caminhos cujo alcance depende do que se constrói a partir deles. O desafio político é desenvolver essa disposição de participar em organização capaz de enfrentar a violência, defender a vida e disputar as condições que a tornam possível. A liberdade de cada pessoa se amplia quando todos encontram condições de desenvolver suas capacidades e participar das decisões sobre a vida comum. [26]

A sociedade dispõe de conhecimentos e capacidades produtivas que poderiam sustentar uma vida digna, enquanto a exploração e a concentração da riqueza restringem o acesso ao que é socialmente produzido. É nessa contradição que podemos compreender a referência à superação da “pré-história da humanidade”, retomada por Netto: a construção de relações em que os seres humanos possam dirigir coletivamente sua vida social. Essa possibilidade exige enfrentar as relações de propriedade e poder que subordinam o trabalho e a vida à acumulação. [27]

O direito de Matheus de crescer protegido, estudar, brincar e ser ouvido se encontra com o direito de sua avó ao cuidado e com o dos entregadores ao tempo, à renda e à segurança. A solidariedade pode aproximar essas necessidades e alimentar a força política para realizá-las. É esse o horizonte de uma sociedade emancipada: que a riqueza produzida pelo trabalho sustente a vida e que a liberdade possa ser vivida por TODOS.

Santos, 2 de novembro de 2026

1. LUIZ, Álvaro. Influencer manda menino fazer o “L” e se recusa a comprar balas dele no CE. Vídeo. Metrópoles, 29 out. 2026.

Disponível em: https://www.metropoles.com/brasil/influencer-manda-menino-fazer-o-l-e-se-recusa-a-comprar-balas-dele-no-ce (Acesso em: 1 nov. 2026).

AYRES, Sarah. Influenciadora de Fortaleza manda menino que vendia bombom “fazer o L” e caso repercute. O Povo, 30 out. 2026; atualização às 21h36.

Disponível em: https://www.opovo.com.br/noticias/politica/2026/10/30/influenciadora-de-fortaleza-manda-menino-que-vendia-bombom-para-fazer-o-l-e-caso-repercute.html (Acesso em: 1 nov. 2026).

2. A experiência do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) oferece outra expressão dessa solidariedade. Em balanço publicado em janeiro de 2022, o movimento informou ter doado mais de seis mil toneladas de alimentos e 1,15 milhão de marmitas desde o início da pandemia, mobilizando a produção de assentamentos, cooperativas e cozinhas solidárias. Nas enchentes do Rio Grande do Sul, em 2024, organizou, com entidades parceiras, cozinhas, acolhimento de famílias e distribuição de materiais. Essas práticas permitem apreender como a organização dos trabalhadores sustenta respostas às necessidades imediatas e aproxima sujeitos do campo e da cidade.

FURTADO, Lays. MST ultrapassa 6 mil toneladas de alimentos doados durante a pandemia. Página do MST, 14 jan. 2022.

Disponível em: https://mst.org.br/2022/01/14/mst-ultrapassa-6-mil-toneladas-de-alimentos-doados-durante-a-pandemia/ (Acesso em: 1 nov. 2026).

MST. MST realiza ações para mitigar situação de famílias atingidas pela enchente no RS. 14 maio 2024.

Disponível em: https://mst.org.br/2024/05/14/mst-realiza-acoes-para-mitigar-situacao-de-familias-atingidas-pela-enchente-no-rs/ (Acesso em: 1 nov. 2026).

3. Leonardo Fuhrmann. Entregadores e motoboys fazem motociata pró-Lula no centro de São Paulo. Folha de S.Paulo, 21 out. 2026.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/10/entregadores-e-mototoboys-fazem-motociata-pro-lula-no-centro-de-sao-paulo.shtml (Acesso em: 1 nov. 2026).

4. Cleusa Santos. Do Fetichismo à Servidão Digital: A Ofensiva do Capital e a Necessidade de uma Política de Classe. O Poder Popular, 2 fev. 2026.

Disponível em: https://opoderpopular.com.br/do-fetichismo-a-servidao-digital-a-ofensiva-do-capital-e-a-necessidade-de-uma-politica-de-classe/ (Acesso em: 1 nov. 2026).

5. Emanuelle Menezes. “Exército do Lula” bate 10 milhões de seguidores no WhatsApp. SBT News, 23 out. 2026.

Disponível em: https://sbtnews.sbt.com.br/noticia/eleicoes/exercito-do-lula-bate-10-milhoes-de-seguidores-no-whats-app (Acesso em: 1 nov. 2026).

Ethel Rudnitzki. Canal “Exército do Lula” tem desinformação? Lupa analisou mais de 700 mensagens enviadas por Janones. Lupa, 12 out. 2026.

Disponível em: https://www.agencialupa.org/jornalismo/2026/10/12/canal-exercito-do-lula-tem-desinformacao-lupa-analisou-mais-de-700-mensagens-enviadas-por-janones/ (Acesso em: 1 nov. 2026).

SOUZA, Renato. Lula e Flávio Bolsonaro montam tropas digitais para disputa no 2º turno. Diario de Pernambuco, 10 out. 2026, 9h28. Republicação da reportagem do Correio Braziliense.

Disponível em: https://www.diariodepernambuco.com.br/amp/politica/2026/10/11726340-lula-e-flavio-bolsonaro-montam-tropas-digitais-para-disputa-no-2-turno.html (Acesso em: 1 nov. 2026).

6. Letícia Passos. Estratégia de Janones para Lula inspira grupos de esquerda em outros países. Correio Braziliense, 28 out. 2026.

Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/politica/2026/10/amp/7529272-janones-inspira-estrategia-de-grupos-de-esquerda-pelo-mundo.html (Acesso em: 1 nov. 2026).

MASSARO, Giovanna / ESTADÃO CONTEÚDO. Lideranças de esquerda no exterior criam canais digitais inspirados no “Exército do Lula”. Terra, 30 out. 2026, 21h22.

Disponível em: https://www.terra.com.br/noticias/brasil/politica/liderancas-de-esquerda-no-exterior-criam-canais-digitais-inspirados-no-exercito-do-lula,546dc1b660f2c9a458a1826c444a0934ib39voq6.html (Acesso em: 1 nov. 2026).

NASSIF, Tamara. Esquerda internacional importa “cartilha” de Janones e usa o “L” como símbolo antiultradireita. Folha de S.Paulo, 27 out. 2026, 23h.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/10/esquerda-internacional-importa-cartilha-de-janones-e-usa-o-l-como-simbolo-antiultradireita.shtml (Acesso em: 1 nov. 2026).

UOL. Petro chama Janones de “gênio” e deputado responde: “Pode contar comigo”. 26 out. 2026.

Disponível em: https://noticias.uol.com.br/eleicoes/2026/10/26/petro-chama-janones-de-genio-exercito-de-ativistas-digitais.amp.htm (Acesso em: 1 nov. 2026).

7. ADUNIFESP. Nota de pesar por Marcelo de Oliveira Rocha. 27 out. 2026. Agressão em 24/10 e morte confirmada em 26/10. A nota cobra esclarecimento das circunstâncias; não estabelece a motivação do crime.

Disponível em: https://adunifesp.org.br/nota-de-pesar-5/ (Acesso em: 1 nov. 2026).

8. Ministério Público do Trabalho. MPT processa Meta em R$ 50 milhões e quer remoção imediata de conteúdos de assédio eleitoral. MPT-PE, 29 out. 2026.

Disponível em: https://www.prt6.mpt.mp.br/informe-se/noticias-do-mpt-pe/3749-mpt-processa-meta-em-r-50-milhoes-e-quer-remocao-imediata-de-conteudos-de-assedio-eleitoral (Acesso em: 1 nov. 2026).

9. LISBOA, Luana / FOLHAPRESS. Nikolas zomba de críticas a carta golpista de Flávio e defende boicote a empresas de petistas. Jornal de Brasília, 30 out. 2026. A reportagem trata de estabelecimentos; não confirma orientação para marcar residências.

Disponível em: https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/politica-e-poder/nikolas-ignora-carta-golpista-de-flavio-bolsonaro-e-defende-boicote-a-empresas-de-petistas/ (Acesso em: 1 nov. 2026).

10. Associação Médica Brasileira. Veja Saúde: Médicos podem negar atendimento por posição política? Entrevista com Dr. César Eduardo Fernandes, presidente da AMB. 30 out. 2026.

Disponível em: https://amb.org.br/veja-saude-medicos-podem-negar-atendimento-por-posicao-politica-entrevista-com-dr-cesar-eduardo-fernandes-presidente-da-amb/ (Acesso em: 1 nov. 2026).

Ministério da Saúde. Discriminação política no atendimento em saúde pode ser denunciada pelo 136 da Ouvidoria do SUS. 28 out. 2026; atualização em 29 out. 2026.

Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2026/outubro/discriminacao-politica-no-atendimento-em-saude-pode-ser-denunciada-pelo-136-da-ouvidoria-do-sus (Acesso em: 1 nov. 2026).

11. SCHWINGEL, Samara. Com doação de combustível, indígenas do AM terão transporte para votar. Metrópoles, 22 out. 2026.

Disponível em: https://www.metropoles.com/colunas/grande-angular/com-doacao-de-combustivel-indigenas-do-am-terao-transporte-para-votar?utm_source=chatgpt.com.

BRUM, Gabriel. Aldeias Guarani Kaiowá vão receber proteção da Força Nacional. Agência Brasil, 31 out. 2026.

Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-10/aldeias-guarani-kaiowa-vao-receber-protecao-da-forca-nacional?utm_source=chatgpt.com

12. Alexandra Kollontai. Abram caminho para o Eros alado! 1923. Marxists Internet Archive, versão em português, seção O amor-camaradagem.

Disponível em: https://www.marxists.org/portugues/kollontai/1923/mes/90.htm (Acesso em: 1 nov. 2026).

13. GUSMÃO, Rute. A ideologia da solidariedade. Serviço Social & Sociedade, São Paulo: Cortez, n. 62, p. 93–112, 2000. Citação indireta por André Antunes (2013), com apoio do fichamento elaborado por Cleusa Santos sobre o artigo.

André Antunes. Solidariedade. EPSJV/Fiocruz, 1 nov. 2013; atualização em 1 jul. 2022.

Disponível em: https://www.epsjv.fiocruz.br/noticias/dicionario-jornalistico/solidariedade (Acesso em: 1 nov. 2026).

14. BRASIL. Lei nº 12.764, de 27 dez. 2012, art. 1º, § 2º. Reconhecimento da pessoa autista como pessoa com deficiência para todos os efeitos legais.

Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12764.htm (Acesso em: 1 nov. 2026).

BRASIL. Lei nº 13.146, de 6 jul. 2015, arts. 2º e 84. Barreiras, participação e capacidade legal.

Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm (Acesso em: 1 nov. 2026).

ABRAÇA. Sou autista, sou defiça: acessibilidade é meu direito! Campanha nacional, 2025.

Disponível em: https://abraca.net.br/campanha2025/ (Acesso em: 1 nov. 2026).

15. Pedro Rafael Vilela. Candidatos trocam acusações e defendem propostas em debate na Globo. Agência Brasil, 24 out. 2026.

Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2026-10/candidatos-trocam-acusacoes-e-defendem-propostas-em-debate-na-globo (Acesso em: 1 nov. 2026).

Aléxia Sousa. Apoiadores de Lula reagem a ataque de Flávio Bolsonaro sobre nove dedos durante caminhada no Rio. Folha de S.Paulo, 24 out. 2026.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/10/apoiadores-de-lula-reagem-a-ataque-de-flavio-bolsonaro-sobre-nove-dedos-durante-caminhada-no-rio.shtml (Acesso em: 1 nov. 2026).

16. BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Acidentes do trabalho no Brasil — 2016 a 2025, p. 1. Levantamento baseado nas Comunicações de Acidentes de Trabalho (CAT) registradas no INSS/eSocial. Os números são registros administrativos analisados, sem equivaler à totalidade dos acidentes ocorridos ou ao número de pessoas que adquiriram deficiência.

Disponível em: https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/assuntos/inspecao-do-trabalho/seguranca-e-saude-no-trabalho/canpat-2/canpat-2025/acidentes-de-trabalho-2016-a-2025.pdf/ (Acesso em: 1 nov. 2026).

17. AYRES, Sarah. Influenciadora de Fortaleza manda menino que vendia bombom “fazer o L” e caso repercute. O Povo, 30 out. 2026; atualização às 21h36.

Disponível em: https://www.opovo.com.br/noticias/politica/2026/10/30/influenciadora-de-fortaleza-manda-menino-que-vendia-bombom-para-fazer-o-l-e-caso-repercute.html (Acesso em: 1 nov. 2026).

IBGE. As mulheres do Brasil. IBGE Educa, divulgação dos resultados de Estatísticas de Gênero Indicadores Sociais das Mulheres no Brasil, edição de 2024.

Disponível em: https://educa.ibge.gov.br/jovens/materias-especiais/22052-as-mulheres-do-brasil.html (Acesso em: 1 nov. 2026).

18. Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região. Justiça do Trabalho de São Paulo determina que Meta remova conteúdos de suas redes que incentivem assédio eleitoral contra trabalhadores. 29 out. 2026.

Disponível em: https://ww2.trt2.jus.br/noticias/noticias/noticia/justica-do-trabalho-de-sao-paulo-determina-que-meta-remova-conteudos-de-suas-redes-que-incentivem-assedio-eleitoral-contra-trabalhadores (Acesso em: 1 nov. 2026).

19. DIÁRIO DE NOTÍCIAS / LUSA. Pelo menos 10 detidos e seis feridos na acampada de Lisboa. 1 nov. 2026, 7h35. A reportagem reúne observação presencial e balanço preliminar atribuído ao movimento; os números não são reproduzidos no corpo do artigo.

Disponível em: https://www.dn.pt/sociedade/pelo-menos-10-detidos-e-seis-feridos-na-acampada-de-lisboa (Acesso em: 1 nov. 2026).

RIBEIRO, Filipa; ESPÍRITO SANTO, Daniela. 13 polícias feridos e 13 detidos em Lisboa e no Porto em nova madrugada de protestos. Renascença, 1 nov. 2026, atualizada às 11h. Registra a versão da PSP e sua justificativa para a intervenção, ainda sem conclusão independente sobre sua legitimidade.

Disponível em: https://rr.pt/noticia/pais/2026/11/01/13-policias-feridos-e-13-detidos-em-lisboa-e-no-porto-em-nova-madrugada-de-protestos/491585/ (Acesso em: 1 nov. 2026).

20. NETTO, José Paulo. Elementos para uma leitura crítica do Manifesto Comunista. Rio de Janeiro, abr. 1998. Texto disponibilizado pelo PCB, p. 15, 17, 24 e 31–35 do PDF. A formulação sobre o desenvolvimento livre de cada um e de todos retoma Marx e Engels; sua aplicação às experiências aqui examinadas é interpretação deste artigo.

Disponível em: https://www.pcb.org.br/portal/docs/elementos.pdf (Acesso em: 1 nov. 2026).

21. USB. Giornata internazionale di lotta contro il traffico di armi nei porti: 30 ottobre data storica del movimento operaio contro la guerra. 31 out. 2026. Balanço da entidade organizadora; não equivale a paralisação de todos os portos mencionados.

Disponível em: https://areastampa.usb.it/leggi-notizia/giornata-internazionale-di-lotta-contro-il-traffico-di-armi-nei-porti-30-ottobre-data-storica-del-movimento-operaio-contro-la-guerra-1107.html (Acesso em: 1 nov. 2026).

22. Ministério Público do Trabalho. MPT processa Meta em R$ 50 milhões e quer remoção imediata de conteúdos de assédio eleitoral. MPT-PE, 29 out. 2026.

Disponível em: https://www.prt6.mpt.mp.br/informe-se/noticias-do-mpt-pe/3749-mpt-processa-meta-em-r-50-milhoes-e-quer-remocao-imediata-de-conteudos-de-assedio-eleitoral (Acesso em: 1 nov. 2026).

23. MÁXIMO, Wellton. Dólar sobe 8,21%, e bolsa cai 13,88% após reeleição de Lula. Agência Brasil, 26 out. 2026. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-10/dolar-sobe-821-e-bolsa-cai-1388-apos-reeleicao-de-lula. (Acesso em: 2 nov. 2026).

FERNANDES, Adriana; TOMAZELLI, Idiana. Lula e Flávio Bolsonaro escolherão chefe da Fazenda sob cenário de desconfiança. Folha de S.Paulo, 24 out. 2026. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/10/lula-e-flavio-bolsonaro-escolherao-chefe-da-fazenda-sob-cenario-de-desconfianca.shtml. (Acesso em: 2 nov. 2026).

FOLHA DE S.PAULO. Boulos fala em chantagem do mercado sobre ajuste fiscal e defende corte em desoneração e supersalário. 31 out. 2026. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/10/boulos-fala-em-chantagem-do-mercado-sobre-ajuste-fiscal-e-defende-corte-em-desoneracao-e-supersalario.shtml. (Acesso em: 2 nov. 2026).

BASTOS, Pedro Paulo Zahluth et al. As urnas decidiram. Não ao terceiro turno do mercado, em apoio a uma nova regra fiscal. Manifesto, 30 out. 2026. Disponível em: https://sites.google.com/view/asurnasdecidiram. (Acesso em: 2 nov. 2026).

24. A TRIBUNA. Homem é preso em Guarujá acusado de aliciar mais de 100 crianças e adolescentes pelo Roblox, WhatsApp e Discord. 30 out. 2026. Prisão preventiva em 28/10; investigação em curso. O caso é utilizado na discussão sobre proteção de direitos nas plataformas.

Disponível em: https://www.atribuna.com.br/noticias/policia/homem-e-preso-em-guaruja-acusado-de-aliciar-mais-de-100-criancas-e-adolescentes-pelo-roblox-whatsapp-e-discord-1.535101 (Acesso em: 1 nov. 2026).

25. Partido Comunista Brasileiro. Programa Político do PCB para as Eleições Presidenciais de 2026. O Poder Popular, 15 ago. 2026.

Disponível em: https://opoderpopular.com.br/programa-politico-pcb-para-as-eleicoes-presidenciais-de-2026/ (Acesso em: 1 nov. 2026).

26. NETTO, José Paulo. Elementos para uma leitura crítica do Manifesto Comunista. 1998, p. 15 e 35 do PDF. Referência completa na nota 19.

Disponível em: https://www.pcb.org.br/portal/docs/elementos.pdf (Acesso em: 1 nov. 2026).

27. NETTO, José Paulo. Capitalismo e barbárie contemporânea. Argumentum, Vitória, v. 4, n. 1, p. 202–222, jan./jun. 2012, especialmente p. 217.

Disponível em: https://www.abepss.org.br/arquivos/anexos/netto-jose-paulo-201608060404028661510.pdf (Acesso em: 1 nov. 2026).

MARX, Karl. Prefácio a Para a crítica da economia política. 1859. Tradução de José Barata-Moura, Obras escolhidas, Editorial Avante! / Edições Progresso, 1982. Origem da formulação sobre o encerramento da pré-história da sociedade humana com a superação da formação burguesa.

Disponível em: https://www.marxists.org/portugues/marx/1859/01/prefacio.htm (Acesso em: 1 nov. 2026).

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